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30 março 2015

Só ''doida'' lava roupa!



Já escrevi tanto sobre violência verbal que às vezes penso que não tenho mais nada a dizer. Mas então acontece alguma coisa e volto ao ponto zero. Alguns dizem que a violência verbal é velada, mas é só prestar atenção para ver que não existe nada de velado nela.

Encontrei por acaso uma amiga no supermercado com seu marido. Eles são o típico casal classe média, se conheceram na faculdade, juntaram dinheiro para dar entrada ao apartamento, tem a mesma carreira e estão indo bem profissionalmente. Os dois devem ter a mesma idade, entre trinta e trinta e cinco anos e dizem ser como muitos casais, moderninhos, que questionam o papel de cada um imposto pela sociedade e dividem as tarefas.

Minha amiga me comentou sobre um sabão em pó para lavar roupas, estava na dúvida, eu disse sobre um sabão líquido e estávamos falando sobre isso quando o Romeu se impacientou e disse:

-Pelo amor de Deus, que diferença faz essa merda de sabão? Vocês perdem tempo com bobagens!

Perguntei ao Romeu se ele lavava a roupa, me disse que seus trajes e camisas levava na tinturaria e o resto a diarista lavava.

Ah, mas eu não entendi uma parte, eles não dividem o trabalho da casa? Não, pelo jeito não, e cansei de ver tantas mulheres achando que estão dividindo uma coisa e não estão.

O trabalho da casa inclui saber tudo o que acontece nela, mas parece que existe uma linha divisória na mente masculina, eles não descem ao andar de baixo (cozinha e área de serviço) e desconhecem o que acontece ali, mas para não parecerem bobos reagem de maneira violenta quando são questionados.

Um namorado que tive morava sozinho e mandava sua roupa para a mãe lavar. Mas um dia resolveu comprar uma máquina de lavar roupa e me ligou. Eu fui até lá e dei uma aula, na maior boa vontade. Disse que não podia misturar roupa branca com roupa colorida, que algumas roupas precisam ficar de molho, se estão muito sujas, lençóis se lavam separados, toalhas brancas precisam de um pouco de água sanitária, se a roupa estiver muito suja é melhor usar sabão em pó com removedor de manchas, caso contrário é melhor o sabão líquido e amaciantes são bons apenas em alguns casos, em outros podem detonar a roupa, dependendo da qualidade do tecido é importante colocar a máquina em lavagem delicada.
Quando acabei de dizer tudo isso, ele me olhou e perguntou:

-Você tem toc (transtorno obsessivo compulsivo)?

Não.

-Vixi! Acho que tem sim, quem saberia de cor tantos detalhes? Isso é coisa de gente maluca!

Eu não tenho toc, mas quem tem não é maluco. E sei tantos detalhes porque eu não sou homem, nunca tive calcinha dobrada na cama, sempre tive que me virar e lavar a roupa, não nasci protegida pelo patriarcado e sempre me disseram que lavar roupa é ''coisa de mulher''. Aprendi com o tempo, qualquer um que cuide de sua casa sabe a importância de não misturar roupas coloridas com as brancas, porque mancha, não precisa ser doido para saber disso.

E não foi a primeira vez que escutei que era doida, apenas porque falei de coisas que acontecem em quem mora em uma casa e não tem um exército de empregados.

Há alguns anos meu irmão veio passar uma temporada na minha casa, eu disse que se ele não visse sabão de louça, sabonete, xampoo, ou qualquer coisa, teria que sair para comprar, eu não tenho duendes que trazem as coisas. Ele comia bolacha e deixava o pote aberto, então avisei que a bolacha ficava mole quando entrava ar no pote. Falei que quando lavasse louça fizesse primeiro com a que não estava suja de gordura e deixasse a mais suja para depois. Também avisei sobre colocar água na geladeira, ela não entra sozinha ali e para tampar a comida, não deixar panelas abertas. Ele apelidou tudo isso de ''Iarices'', tudo loucura da minha parte, meu pai até riu e disse que eu era doida como minha mãe.

Minha mãe sempre teve a casa brilhando, a comida pronta e ainda por cima trabalhava, mas nunca disseram para ela que era extraordinário o que fazia, pelo contrário, sempre foi chamada de neurótica por limpeza e maluca.

Para os homens modernos dividir as tarefas da casa é pagar uma diarista, saber fazer sanduiche e pedir uma pizza no sábado, talvez no domingo. O resto eles ignoram, porque não é coisa de homens.

Vejo isso com minhas amigas e conhecidas, todas casadas com homens modernos que se dizem feministas e dividem as tarefas, mas ignoram o que existe na área de serviço, como se aquilo ali não fizesse parte da casa.

Tive um namorado que adorava cozinhar, um dia sugeri a ele que comprasse um desengordurante de fogão, porque o dele era um nojo, ele me olhou e disse:

-Ah, reserve suas neuras de limpeza para sua casa.

É? É. A cozinha dele era uma das mais porcas que já conheci, mas eu era a maluca que sugeria um produto que é vendido por algum motivo.

Tudo isso me irrita profundamente porque é usado para reforçar as piores ideias, isso cimenta que homens são animais, porcos e não sabem ler um rótulo de produto de limpeza, outra é que tudo que tem a ver com a casa pertence ao universo feminino, não é coisa de homem discutir o melhor sabão para a roupa. E a pior coisa, diante das exigências do mundo moderno, a mulher acaba sendo agredida, porque eu considero uma agressão terrível chamar a mulher de louca, doida, apenas porque teve o senso comum de dizer como é a melhor maneira de limpar alguma coisa.

Saber sobre sabão, amaciante ou produtos para limpar o fogão é uma regra para quem vive em uma casa, principalmente na nessa nova sociedade, onde não existem mais empregadas, apenas diaristas e as pessoas que moram ali tem que ser mais responsáveis pelo o que sujam.

Fiquei irritada com o Romeu de minha amiga, porque não estávamos falando bobagens, nem trocando figurinhas. Ao meu ver a situação era bem simples, duas pessoas se encontram e falam sobre um produto em comum para lavar roupas, comentam sobre o preço e os benefícios, não tem nada de fofoca ou ''coisa de mulher''.

É impressionante ver como as mulheres são agredidas verbalmente por coisas tão simples, parecem escravas que apanham apenas por existir.

Tenho uma prima que gosta de tudo limpo, dela dizem que é uma obsessiva, maluca por limpeza, já outra prima não lava nem suas calcinhas, a mãe paga uma empregada-escrava, dela dizem que é uma porca, suja, descuidada que não sabe se virar. Ou seja, não importa o que a mulher faz, vai ser ofendida do mesmo jeito.

Muita gente diz que eu persigo os homens,  que reparo em detalhes irrelevantes, mas quem já passou por isso me entende, dependendo da agressão a mulher acaba chorando escondida.

Uma vez passei por isso, ajudei minhas tias a arrumar a casa para um aniversário, limpei o dia inteiro e quando meus tios chegaram e viram tudo limpo perguntaram o que tinha acontecido, alguém disse que eu e uma prima tínhamos limpado tudo e um tio respondeu:

-Só podia! A dupla de ''loucas'', aquelas duas são surtadas!

Eu acabei chorando no banheiro, não queria reconhecimento nem que beijassem meus pés, mas me senti agredida com o que foi dito, eu tinha passado o dia inteiro limpando e queria todo mundo feliz, não queria ser chamada de louca.

Em outra ocasião um dos meus tios faliu e foi obrigado a se mudar para um lugar horrível. Minhas duas primas me ligaram e eu fui ajudar com a mudança, acabei ficando ali quase uma semana, as três pintamos o lugar, arrancamos o tapete, grudamos papel de parede em algumas partes, instalamos o que deu para instalar e deixamos tudo com cara de ''casa''. Meu tio ficou no apartamento da amante, porque ele era homem e tinha mais o que fazer do que arrancar tapetes.

Um dia minha avó perguntou a ele como estava sua casa e e ele disse que estava limpa, graças a aquelas  ''três loucas que só se juntam para fazer maluquice''.

Poxa, ele falhou como pai ao não dar uma casa decente as filhas, elas não disseram nada ao se mudar para um buraco, passaram uma semana tentando melhor o lugar e a única coisa que o pai diz é que ''são três loucas fazendo maluquice?''. De vez em quando um ''obrigado'' também ajuda.

Me impressiona cada vez mais a violência  verbal com a mulher em todas as situações. Na fila do supermercado tinha um casal na minha frente e a moça lembrou que precisava comprar um limpa-vidros, me avisou que ia sair um minutinho e foi correndo. O rapaz olhou para mim constrangido e disse:

-Doideira de mulher né? Nem sei onde vai usar o limpa-vidros!

Fiquei com tanta raiva que respondi:

-É, doida ela é mesmo, está com um homem como você.

Mandei email para seis amigos, pesquisa interna, por que eles se recusam a saber a diferença entre os produtos de limpeza e negam que exista essa parte na casa, da área de serviço?

E recebi as mesmas respostas de sempre, meu avô poderia ter respondido, porque todos disseram ''é coisa de mulher'', ''mulher que sabe'', ''sou super ocupado, como vou ter tempo pra isso'', ''é detalhe de mulher'', ''é frescura de mulher'', ''é neurose de mulher'', ''é loucura de mulher'', ''é exagero de mulher''.

Mas então a conta não fecha, porque mulheres também são ocupadas e mesmo as donas de casa não têm tempo para ficar no supermercado lendo rótulos o dia inteiro.

Para mim esse novo homem que diz dividir as tarefas é um palhaço que faz a mulher de otária, porque a agride da mesma maneira que a mãe dela foi agredida. Eu desafio qualquer mulher casada com um moderninho falar sobre sabão de louça e não ser taxada de louca ou de que ''essas coisas são conversa de mulher''.

Não mudou nada, as mulheres ainda são loucas e por mais que cuidem da casa não recebem nenhum reconhecimento, continuam sendo aquelas malucas que deliram de alegria com os produtos de limpeza. Até a publicidade entrou na roda e faz anúncios onde mulheres deliram e chegam ao orgasmo apenas porque descobrem um super removedor de manchas.

E sempre digo a mesma coisa, mulheres não se enganem, esses moderninhos que vocês amam e juram dividir as tarefas com vocês são tão encostados como seus pais e avôs, acham que pedir uma pizza é dividir a responsabilidade de uma casa.
                                                 
E vai ter quem me mande um email dizendo que seu Romeu cozinha todos os dias! Ora, até eu faço isso, quero ver se ele limpa a cozinha e sabe que produto usar! Já tive Romeu metido a chef, mas era só isso, não sabia nem tirar o lixo de casa.

Sou contra enganos, por isso escrevo. E digo, não enganem com esses Romeus, cuidado com os que te chamam de ''louca'' apenas porque você comentou que o sabão de outra marca removia melhor as manchas da roupa. Cuidado com essa agressão verbal constante, no fundo é uma maneira de dizer a mulher ''fique no seu lugar''.

Na verdade não faz a menor diferença que sabão usar ou quem lava as roupas, o ponto aqui é a agressão que as mulheres sofrem todos os dias, tentando cuidar de suas casas e famílias e quando fazem isso com esmero são taxadas de ''malucas''.

É um fator Brasil também, país de homens mimados e inúteis, acham que masculinidade é não saber a diferença entre um removedor de manchas e um sabão em pó. Pensam que ser homem é jamais colocar os pés na área de serviço e chamar a mulher de ''pirada''.

E às vezes no silêncio da noite, me pergunto, será que eles não têm razão e estamos mesmo todas loucas? Porque só a loucura poderia explicar como somos capazes de aguentar tanta agressão e não revidar. Só a loucura justifica a mulher que trabalha em casa, fora dela e quando quer limpar uma coisa é chamada de ''neurótica por limpeza'' e fica em silêncio. Deve existir um fundo de verdade nessa loucura feminina, porque não é possível submeter um ser humano a tantas agressões sem que ele mande à merda todos os que o rodeiam. Não se pode explicar como uma mulher escuta mil vezes por dia do seu Romeu que está doida e não joga uma panela na cabeça dele!

Mas sou uma otimista e tenho esperança de dias melhores, se as mulheres realmente têm um pouco de loucura e por isso não reagem, espero que seja um quadro reversível, que um dia elas possam cuidar de suas coisas sem serem agredidas verbalmente por isso. Que um dia o mundo mude e quando um mulher fizer alguma coisa com capricho possa escutar um sincero ''obrigado'' e nunca mais escutar ''isso é coisa de louca''.

Iara De Dupont


11 comentários:

Anônimo disse...

Onde vai usar o limpa vidros???
Não sei, acho que é pra enfiar no cú!

Vamos então lavar a roupa do jeito que eles querem, sem frescuras de mulher e maluquices. Vamos colocar roupa cheia de lama com branca, vermelha, lençol, toalha. Depois não reclamem...

Anônimo disse...

Fiquei pensando, se algum dia fui consultada se gostaria de ter que saber sobre esses produtos, saber usá-los, mas tive que aprender, naturalmente, apenas porque era mulher.
Me lembrou dia desses, em que eu estava a limpar a cozinha, com uma cara péssima, porque acho um saco trabalhar, estudar, e ainda ter que ser a faxineira da casa, pq maridão não ajuda, porque "não gosta".
E eu gosto por acaso?
Então ele perguntou o pq da minha expressão irritada, eu disse, "lógico que tenho que estar com essa cara, acho um saco estar num sábado limpando", no que ele me responde irônico "então tá, vou achar uma que goste".
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!
Eu parei tudo e disse, repita isso me olhando nos olhos, vc vai achar o quê?
Ele ficou sem jeito, e eu desejei "vai lá, boa sorte!"
A gente ouve tanta merda nessa vida só por ser mulher, quando acho que ouvi de tudo, vem um e inventa uma nova.
Oremos!

Anônimo disse...

Geralmente as meninas é que são cobradas pra fazer as coisas de casa, sozinhas, enquanto os meninos ficam no sofá. Esses inúteis que não sabe distinguir um detergente de um desinfetante deviam ficar uns meses sem escravos. A mulher não lava as roupas do bonito, nem os lençóis e as toalhas, não faz comida, não lava os pratos dele, não dobra as cuequinhas e coloca na cama. Não faz as compras nem limpa a sujeira dele. Quero ver se os carinhas "tranquilos" com limpeza não vão endoidar; e com algumas broncas bem dadas, aprendem a se virar rapidinho...

Anônimo disse...


Olá;

Homens e mulheres são diferentes!!!! È insano querer que eles limpem o fogão ou lavem as roupas da mesma forma que uma mulher faz- claro, refiro-me a mulheres que fazem isto, várias não fazem serviços domésticos-.
Se a mulher aceita ou pede a participação do homem nos serviços da casa, precisa aceitar a forma como ele faz,caso contrário, ficará insatisfeita e reclamando sempre.Pode também, sem parecer uma crítica feroz, sugerir que faça dessa ou daquela maneira. Ao ler o texto ficou a impressão de que as mulheres também falham ao se comunicar, não é engolir, também não é responder com ira, é preciso buscar um equilíbrio,afinar o discurso. A mulher não é vítima e o Romeu não é necessariamente um explorador!!!!!




clarissa disse...

Então, Iara... Lá venho eu defender que a gente tem que se posicionar, daí essas coisas não ficam assim... Eu não vou ao supermercado, salvo raríssimas exceções, sei o que tem na cozinha, mas, quem faz a lista do mercado e as compras é o meu marido... Dividimos tarefas à sério... desde o início... Ele sabe passar roupa e eu sei limpara a casa... os dois sabem cozinhar... ele faz o almoço e eu a sobremesa, e ele vai no mercado e no pet pro cachorro tomar banho... Tudo acordado... demorou um pouco, mas, hoje, se tu me perguntar se tem feijão pra semana toda, eu não sei... mas o Manoel sabe! Questão muito mais de conversar do que dar de ombros "eles são assim" e deixar o mozão no sofá... Meninas REAJAM!!! bjoo

Suzana Neves disse...

Olha eu nasci sem dom para casa e quando eu faço"direito exijo elogios na realidade sempre fiz as coisas na casa da minha mãe na esperança que eles esquecessem que eu era gorda,mas nunca funcionou alem de gorda era porca e dormia até o meio dia apesar de cozinhar e lavar a roupa de todos na mão porque ficou sem maquina de lavar por uns anos.
Mas meu pai sempre tentava deixar o serviço domestico meio igual entre eu meu irmão e minha irmã ele nunca veio com esse papo de menino e menina quem inseriu isso foi minha mãe,que desde nova nunca fez nada em casa sempre trabalhou fora minhas tias contavam isso com um ódio danado,tenho um problema pessoal com casa eu só faço o básico e sempre me sinto humilhada como se eu fosse algum tipo de escrava,agora tenho inserido o maridão na lida que digasse de passagem tem mais noção de como varrer uma casa do que eu,mas uma coisa é absoluta eles não veem o lar como um todo e eu tenho me esforçado para limpar os olhos dele até porque ele começa a entender minhas reclamações porque vê o que tem de errado na casa como ter que comprar um colchão pro filho,mas forçar essas coisas é desgastante nem sei se o meu casamento vai aguentar,só que não vou perder o meu tempo no qual posso ficar pensando na vida areando louça.

Anônimo disse...

Concordo que temos que nos posicionarmos muito antes de morar juntos,mas entendo o que a Iara falou,o problema é a mulher achar que esta na vantage porque o homem da uma esmola enquanto ela se escraviza . Quando meu marido lava uma louça eu agradeço,imagina se fosse me agradecer por tudo o que eu faço? Esta enraizado isso de acharmos que isso e aquilo é coisa de mulher,mas tenho esperança para as futuras gerações,para esta ja nao tenho. Muitas de nós estamos educando as mulheres para reagirem e nao se deixarem escravizar,mas os homens ainda estão sendo criados da mesma forma. Falam dos homens estrangeiros que nao são tão organizados e limpinhos como os brasileiros,mas eles de maneira geral saem de casa cedo e vivem sem empregada,quando casam dividem de verdade as tarefas de casa e ainda revezam no cuidado dos filhos,nao apenas levando pra passear no parque mas trocando fralda tambem. Nao consigo parar de rir do primeiro anomino sobre onde usar o limpa vidro kkkkkk

Anna

Anônimo disse...

Eu me reconheço completamente neste relato; todo e qualquer esforço meu para manter a casa limpa e organizada é recriminado no ato como loucura, mania, transtorno, chatice etc. Só que eu sou homem, e a violência verbal vem da minha esposa omissa e bagunceira.

Anônimo disse...

Acabei de fazer um teste com o meu melhor amigo. Ele sabia a diferenca entre multi uso e limpa vidros e como multi uso tambem limpa vidros mas nao eh bom em espelhos. Ele tambem me deu uma aula de como tirar mancha de toalhas brancas, sempre me lembrando de nao esquecer de fazer um ciclo sem roupas na maquina depois de usar alvejante - para nao manchar as proximas, obvio.
Meu melhor amigo eh hetero, noivo de uma outra pessoa que eu amo e foi criado numa familia normal, com alguns valores machistas e outros nem tanto. Nao tem desculpa pra homem - solteiro ou nao, morando sozinho ou com a familia - nao saber disso. Eh uma prova de que sexismo existe sim nas tarefas domesticas, e ninguem eh louco de saber a diferenca entre limpa vidros, multi uso, sabao em po e alvejante :)

Anônimo disse...

(ParteI)
IARA,
Que bom encontrar alguém que se dê conta da violência verbal constante que muitas mulheres passam em relacionamentos.
Eu encontrei uma autora MA-RA-VI-LHO-SA, Patricia Evans, cujo livro "The Verbally Abusive Relationship" acabou de ser lançado pela Ed. Sextante. Eu tinha comprado o livro digital em inglês (o que me deu muito mais trabalho pra ler, mas 10x mais compreensão e entendimento). Em português o título é "Relacionamento com Abuso Verbal". Acho da maior relevância o reconhecimento, pelas mulheres principalmente, dessa violência, que inclui a emocional.

A cena que descreveu é tão absurda, o machinho dando chilique e sendo levado a sério (mesmo se as mulheres não o fizerem, os homens ao lado vão empatizar com ele), se fosse mulher com a mesma atitude, seria estigmatizada, rebaixada, xingada, excluída. Chilique de machinho nervosinho é interpretado como "racional". Argumentos consistentes e colocados assertivamente por mulheres são interpretados como "irracionais".

Um misógino narcisista, infelizmente meu progenitor, quando expliquei como funcionava a centrífuga (acolhi-o num momento de dificuldade financeira, mas só me foi possível aturá-lo por um ano e pouco), pronunciou (ele se deleitava em suas asserções misóginas e raivosas): "Mas você vai ficar louca desse jeito". Eu havia explicado que, como orientação do Manual, quando o intervalo entre as gotas supera 5 segundos, as roupas estão centrifugadas a contento.

Anônimo disse...

(PARTE II)
O que não entendo é por que tantas mulheres ainda FAZEM o trabalho PARA os homens. Se for dependência financeira imediata, entendo. Mas de resto, só enxergo uma dependência emocional e uma necessidade de aprovação tão intensa (lavagem cerebral na criação de mulheres numa sociedade misógina), que SEQUER há forças para responder à violência verbal (mais uma vez, o livro é espetacular nesse sentido). Vejo mulheres fazendo MUITO mais que homens, nas tarefas, nos relacionamentos, nos cuidados com outros, na relação consigo mesma. O "mistério" permanece: por que essas mulheres maravilhosas têm profunda necessidade de conviver com homens que não as honram como companheiras, que as desrespeitam?

Compreendo, na verdade, psicológica e socialmente (considerando também os cuidados diferenciados em relação aos bebês e na primeira infância).
Fiz uma pesquisa por lavadoras de louças (não pude comprar) e encontrei "tive de comprar porque meu marido se recusa terminantemente a lavar louças". Então a classe média mantém relações desiguais e coloca eletrodomésticos e pessoas empregadas pra limpar sua sujeira.

AMEI sua crítica aos "moderninhos", nada mais lúcido.

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