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16 março 2015

Não adianta procurar um blog aqui, só tem água


Não tenho como saber o que as pessoas procuram no meu blog. Conheço algumas e converso com elas, mas não são as centenas de pessoas que passam por aqui todos os dias, então me parece impossível saber o que algumas pessoas querem.

Tento não definir meu blog desde que percebi algumas coisas, ao contrário de muitos blogs, o meu é orgânico, não segue uma linha estabelecida, nem se guia por um tema. O meu blog sou eu e não sei como vou ser amanhã, às vezes nem sei como sou hoje.
Quem me conhece sabe que escrevo exatamente da maneira com penso, falo e me expresso. Vou de um assunto a outro e muitas vezes ignoro coisas importantes.

Esta semana fui muito criticada por algumas pessoas porque não escrevi posts sobre as manifestações nas ruas, as pessoas pedindo reforma política. Não escrevi porque não quis, não tive vontade. É o mesmo ponto, o blog sou eu e me dou esse espaço, escrevo o que quero, não o que parece importante para os outros.

Também já fui criticada por falar em excesso dos Romeus, mas é a mesma coisa, falo porque me deu vontade de falar e meu mundo é assim, às vezes gira em torno do nada, às vezes em torno do tudo. E só sei que gira.

Semana passada me disseram que em um post falei bem de Andressa Urach, depois em outro a critiquei. É, um dia acordei e quis dizer uma coisa, no outro mudei de ideia.
Escrevo assim, mudando de ideia, argumentando, polindo, lembrando, esquecendo, apagando, esfriando, esquentando, amando e odiando.

Encontrei uma feminista famosa em uma palestra e ela me disse:

-Teu blog é qualquer coisa, menos feminista. Virei todos os posts e não achei uma linha sobre a violência obstetrícia, nem o acosso sexual nos locais de trabalho.

Né?

Eu nunca disse que meu blog é feminista! A feminista sou eu! E não escrevi sobre violência obstetrícia porque existem centenas de mulheres que escrevem muito bem sobre o assunto, tem material e pesquisas na mão, fazem um excelente trabalho divulgando esses horrores. E sobre o acosso sexual também. Graças a Deus o que não falta na esfera virtual são blogs maravilhosos sobre feminismo, com todo o tipo de informação, sempre recomendo dar uma olhada em todos.

Meu blog não é acadêmico, nem técnico, muito menos preciso. É uma viagem espiritual, é sobre uma pessoa, sobre mim e meu mundo e de vez em quando meu universo é muito, é pouco, é demais, é confuso, é contraditório, sou eu. Paciência.

Não dá para entrar aqui e pensar que é um blog sobre feminismo, novela, mundo, Romeus, Julietas e perfumes. Não é sobre nada disso. É água, às vezes quente, morna, fria, congelada,vapor. Às vezes escrevo e faço chover, às vezes escrevo e desce como água morna na alma. São rios que procuram o mar, esse o qual não cheguei ainda, desvio o caminho procurando essa tão sonhada chegada, mas de vez em quando bato nas pedras, me perco, inundo, seco.

Um dia fui a um evento e tinha uma blogueira muito conhecida. Pensei que queria ser como ela, escrevia o que tinha vontade e ainda era paga para fazer isso! Publicou seus livros e escrevia seus roteiros, me pareceu a vida perfeita.

Voltei para casa e pensei que seria boa ideia ser uma blogueira, coisa que meu irmão sempre insistiu. 
Tentei me dedicar ao blog, escolhi um assunto e foquei na síndrome do pânico. Mas de repente transbordei, lembrando aquela lenda que cobre todas as Iaras, as rainhas dos rios, são águas que transbordam sem avisar, secam sem chorar. O blog deixou de ser blog, abandonou sem prévio aviso o assunto do pânico e começou a inundar outras terras. Já não era um blog, nem um diário, nem um rascunho, era apenas eu, outra Iara transbordando.

Quem entra aqui procurando uma isso ou aquilo, só posso dizer, não vai encontrar. A única coisa que existe aqui sou eu, de um jeito ou de outro, ou de todos os jeitos.

Dizer que meu blog é contraditório, que muitas vezes ignora o mundo, inventa realidades, distorce pesquisas, desdenha números oficiais, despreza a lógica, desenha sonhos, fala mentiras, escreve verdades, pensa besteiras, nada disso me afeta, porque sei que é apenas água. 

Não me sinto ofendida quando dizem que meu blog não é feminista, na hora penso ''Que blog? Eu não tenho blog!’’. Tenho uma janela minha no mundo virtual, esse infinito, mas blog não tenho. É apenas água.

E sei que é água porque cerca toda a superfície. Em eventos de blogueiras me dizem ''Não entendi bem sobre o que é teu blog''. Então fecham os círculos e não me chamam novamente. Escuto com frequência ''Sabe a Iara? O blog dela é sobre que assunto em particular?''.

Sobre nenhum e nada em particular, pelo contrário, faço público. Particular na minha vida não existe.

Dizem amar meu blog, mas me ligam para uma palestra e me perguntam ''Em que categoria posso encaixar teu blog?''.

Em todas! Ou tem categoria ''Iaras?''.

E no mundo restrito e limitado das blogueiras, algumas que são minhas amigas me perguntam ''Você não fica chateada que não te chamam porque não sabem em que categoria teu blog entra?''.

Não, minha vida inteira foi assim, corri fora da pista. Não fico mais chateada e em quantos eventos de blogs existe a categoria ''vida''? Meu blog é vida, minha vida, vida minha, é água que corre, sou eu.

Outra blogueira conhecida me deu um conselho: ''Esqueça de chamar homens de Romeus, pare de falar de sua família e se concentre apenas no feminismo, mude a imagem do seu blog, tem potencial para ser um dos melhores''.

Mas ele já é um dos melhores! Isso acontece porque eu dou meu melhor aqui, então é um dos melhores!

E parar de falar de minha família e dos Romeus? E fazer o que sempre neguei, me encaixotar em um assunto? Não quero falar da mesma coisa todos os dias, nem sei se quero falar disso ou daquilo. Eu não falo de nada, apenas do que sinto e lembro.

Não sou chata, meu mundo não é chato. Não quero centrar em poucos assuntos, eu penso em tudo e quero nada e penso em nada e quero tudo. É só isso.

E não é um blog egocêntrico nem autocentrado. Nem é blog! Quem conhece outros sabe disso. Blog é blog, tudo ali é bem feito, escolhido.  O meu é bagunçado como muitas coisas são na minha vida, organizado como eu posso ser e bem arrumado como sou de vez em quando.

E Romeu me disse ''Você pode ganhar um bom dinheiro com seu blog, mas primeiro tem que se concentrar em um assunto e então direcionar a parte comercial''.

Ah, eu adoro dinheiro! Mas como alguém pode direcionar sua vida a parte comercial? Me concentrar em um assunto para ganhar dinheiro é uma ótima ideia, mas para isso preciso fazer um blog, não como esse aqui, que é uma janela da minha alma.

E circulo por todo o planeta, como água cubro todas as superfícies e navego pelos mares. Me infiltro no mundo virtual e alguns pensam que é um blog, mas é água. Sou eu. Tem gente que passa por aqui e acha que sabe sobre o que é, mas não sabe, nem eu sei. A água é assim, a gente pode ver, mas nunca sabe até que ponto ela vai descer ou subir. E talvez um dia se abra a categoria ''água'' nas palestras. E vou estar lá e posso garantir que será a melhor de todas, porque se tem uma coisa neste mundo que sei fazer é ser água, essa que congela, esquenta, esfria, evapora, some, inunda, seca, afoga e aparece em outra nascente. E a sina de todas as Iaras. E a minha é essa, transformar a água em verbo, susbtantivo e adjetivo, sem deixar de ser água.

Iara De Dupont

8 comentários:

Andrea disse...

Gosto do seu blog justamente por isso: não tem tema. Tem coisa mais chata que um blog que fala SÓ de uma coisa? Não desmerecendo os outros, até porque leio alguns, mas às vezes, diversidade faz bem.

E olha, que preguiça dessas pessoas que cobram posts. Quero dizer, você sugerir que a pessoa escreva sobre um assunto do seu interesse é uma coisa, mas dizer, VOCÊ TEM QUE ESCREVER ISSO, me irrita profundamente e, se fosse eu, responderia: por que VOCÊ não escreve?
Eu sei, eu sei, muito odinho no coração. <3

Mas respondendo mais ou menos sua dúvida, também não sei o que procuro no seu blog, mas sempre que venho, acho um texto que poderia ser uma conversa com uma amiga. :)

Anônimo disse...

Olha Iara, voce pode nao ganhar dinheiro com o blog,espero que ganhe muito de outra forma ou mesmo aqui mas que voce faz uma diferenca invrivel na vida de quem le e de quem nunca leu isso faz,porque as mulheres que leem esse blog vao criar diferente suas filhas,vao se comportar diferente diante dos abusos e outras coisas mais,sei que o objetivo do seu blog nao e salvar as mulheres,mas que vale a pena saber que salva vale ne?
Anna

Anônimo disse...

Não acho "errado" vc falar dos Romeus ou da sua família. Pra mim é muito útil ver que há famílias como a minha, e que há outras mulheres que se incomodaram com Romeu panacas, faz eu não me sentir tão sozinha.
Esse é o legal do seu blog, eu não venho aqui procurar um assunto específico, abro sabendo que posso ler o tema que vc quis escrever.

Anônimo disse...

Oi, Iara. Você faz um bem enorme para todos nós! Que pena a Internet ser algo tão recente, precisei passar dos 30 para saber que sou mais importante do que imaginava... seu blog salva vidas, acredite... torço muito por você. Parabéns pelo seu belo trabalho e pela pessoa linda que é... Mônica.

renatalindinha disse...

Oi, como disseram aí em cima, eu gosto do seu blog pq vc tem uma mentalidade meio parecida com a minha, não quero ter filho, ficar com um romeu só se ele me tratar muitíssimo bem, quero encontrar alguem legal mas não tenho saquinho pra dividir o mesmo teto, gosto de trabalhar e ter meu dinheiro pra não ter que prestar contas até quando eu comprar uma bala pra mim...
E parece que to falando com uma amiga, me identifico pq vc assim como eu vc já passou por poucas e boas, decidiu não aceitar mais ser feita de otária por amigos e romeus, e as pessoas agora te chamam de revoltada e mal criada por isso, kkkk

Anônimo disse...

Deprimente é pensar que, enquanto você está preocupada em compartilhar sua experiência individual, existem pessoas preocupadas em organizar e frequentar "eventos" onde os blogs são categorizados por assuntos.

Você não deveria enxergar essas pessoas como aliadas.

Em essência, elas não passam de parasitas de Estado tentando sobreviver na economia informal enquanto ainda não conseguem se introduzir na universidade ou na política partidária.

Tadeu Diniz disse...

Iara, você está certa. Seu blog já é o melhor. Sou seu fã.

Suzana Neves disse...

Adorei seus textos desde o primeiro que li desde aquele dia sempre venho te visitar.
Como também escrevo vc me inspira pela coragem que tem no seus textos em mostrar tua alma como faz as vezes.

Verso da sereia


Houve , houve um tempo que sonhava,
Mas veio a realidade e varreu tudo que acreditava,
E aparentemente não me sobrou nada ,nada
Mas ainda espero você voltar, pra na sua cabeça pisar.

Amor passado, amor mentiroso e eu me enganando de novo.
Se amor é o que vivo posso, morrer sem,
De crianças nada entendo e você fica chorando e eu rezando,
Mas só lamento, lamento mas nosso tempo já se foi

Agora estou aqui a escrever, porque meu ego de não ser quem você precisa me dói,
Sou alma livre, bato pé com punho, tenho medos mas me seguro.
Escrever é minha vida é dela que tiro força,
Mas vejo fraqueza de longe, não sou muro de arrimo,

Não sou quem ninguém precisa, sou eterna e desenhada
Ainda não vejo a verdade ,mas sou criança ainda, que o mundo jogou fel
Meu sangue de índia me leva longe, e em mundos posso navegar
Me transformar em sereia e no mar pra sempre ficar.


Suzana Neves às 00:34
Bjo

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